domingo, 29 de dezembro de 2013

Calendário


O calendário é só um amontoado de números,
criado para dar-nos a ilusão de que dominamos o tempo.
Mero consolo à nossa humanidade que não sabe lidar
com os próprios limites...

Que belo seria se nos deixássemos viver
pelo tempo que nos coubesse,
sem números, sem limites ou divisões!
Apenas no prazer de deixar passarem 
os dias, os meses, os anos
sem sequer nomeá-los assim...

Celebrar


Celebrar é trazer à consciência e ao conhecimento do mundo,
aquilo que, no coração, gera algo tão bom, que transborda!

É externar a gratidão, de forma que se eternize
na história o que foi bom, tendo durado o que durou!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Saudade


A saudade é a força que deseja atualizar aquilo que,
embora no tempo tenha passado,
no coração permanece recente, vivo e forte.
Forte o suficiente para, algumas vezes,
fazer doer (de amor)!


Insônia


Insônia é convite ao exercício da realidade.
É tempo de despertar os sonhos,
para que vivam, para que se desenhem,
ao menos por uma noite,
diante de nós!

Pousar


Pousar é deixar que descansem as asas
e alce voo o pensamento!
É, por ora, contemplar o firmamento
e redescobrir a grandeza que habita
em quem pode alcançá-lo!


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Recordações



Recordações são pedaços vivos do passado
(um passado que não passou de vez).
São o complexo ativo da nostalgia.
São caminhos pelos quais o coração,
frágil e faceiro que é,
consegue transferir-se no tempo,
para ser capaz de re-sentir!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Doses


Doses são limites benéficos.
Dão beleza e nos alertam, 
nos ensinam a valorizar as pequenezas
que vêm de tempos em tempos.

Afinal, o que seria de nós 
sem uma dose diária de vida
e uma outra de Amor?

Convite


Convite é proposta que alcança o coração.
É sinal de importância, demonstração de  proximidade.
Convite é forma, por vezes muito simples,
de remexer naquilo que do outro já é parte:
a rotina!



Matéria


A matéria é só um detalhe.
Ela, na verdade, nada diz.
Matéria é desculpa que a racionalidade precisa
para (em vão) tentar conceber a ideia de existência!